#MANDALAS

MANDALAR “É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO"

Começo a falar de Mandalas, com esta brincadeira sobre “navegação”, a precisão com que desenhamos um mapa é o outro lado da imprecisão com que vivemos a vida.

A vida quotidiana está cheia de estímulos e informações, que nos deixam cada vez mais preenchidos de afazeres e simultaneamente mais vazios de espaço criativo.
Às vezes digo, em tom de brincadeira, que quando começo a sentir a minha “cabeça quadrada” está na hora de “limar arestas” e voltar a ter um cérebro mais curvo e ondulado, sob pena de produzir pensamentos, emoções e sensações “deformadas”.
Sim! Porque é fácil rodearmo-nos de distracções que nos tiram do nosso centro e torna-se difícil estarmos, realmente, presentes na nossa vida.

 

A vida é feita de mudanças, transições, emoções, motivos, desafios e escolhas. É também muito mais do que isso. E para dança-la podemos ensinar-nos a estarmos atentos e presentes, orientando a nossa mente consciente numa prática concreta, para que o nosso inconsciente se possa manifestar.

 

Da Índia antiga herdámos a expressão Mandala, uma palavra de origem sânscrita que, literalmente, significa círculo. Nela encontramos ainda o composto de manda = essência e la = conteúdo – e temos assim, “aquele que contém a essência”.

Encontramos mandalas em diversas tradições milenares ao redor do mundo, e podemos saber mais através da visão da psicologia analítica. Jung ofereceu-nos a possibilidade de melhor compreender este conceito ou prática, definindo Mandala como o símbolo do centro, do encontro de si-mesmo, o encontro da totalidade psíquica e a manifestação da completude do self.

 
Ao escolhermos actividades que nos estimulam a criatividade, a imaginação e a espontaneidade, estamos a voltar à nossa posição mais autêntica de criadores da realidade.

Assim, como em antigas tradições esta representação simbólica traz a ligação do homem a um sistema maior do qual este faz parte, podemos defini-lo como a elevação da consciência relativamente ao significado da própria vida.

 

Criar um mandala dá-nos a possibilidade de tocar a essência desconhecida do inconsciente e, através da atenção no momento presente harmonizar o mundo interior com a vida que se manifesta. E é por isso que faço mandalas! Porque gosto da forma sem início nem fim do círculo, porque gosto de cores, porque gosto de criar com as mãos, porque gosto de me sujar com tintas e porque me fazem sentir conectada com milénios de vivências de diferentes povos que expressavam com formas circulares a sua experiência humana ligada à energia da criação.

 

Idealizar um mandala é um ritual de iniciação à manifestação criativa de quem somos, é a aceitação da imperfeição para viver a completude, é a representação arquetípica do retorno ao centro, do crescimento interior e da integração da totalidade da vida.

E a vida é o espaço para nos criarmos! Então... que seja divertida! 

 

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