DECIDIR

Um piloto cruzava os céus do oceano, em pleno voo, para chegar a terras onde o sol queima a pele e torna a natureza mais brilhante. Era um voo tranquilo, igual a tantos outros. A viagem estava quase a chegar ao seu destino quando surge um problema num dos motores do avião. Motor avariado, a pegar fogo, e nesse momento o piloto precisa fazer alguma coisa, a segurança do avião está comprometida. O piloto pensa no que terá acontecido para que o motor tenha falhado.

Será que o pessoal da manutenção verificou as turbinas? Com certeza não fizeram bem o seu trabalho. Talvez nem tenham verificado nada. Provavelmente nem tiveram a preocupação de garantir a segurança do voo. Talvez tenham feito greve, ou não queiram mesmo trabalhar. Pessoas incompetentes, irresponsáveis – como é possível terem deixado uma coisa dessas acontecer? Culpa da manutenção! E o avião caiu...


A vida não oferece promessas nem garantias, apenas possibilidades e oportunidades


Todos os dias, a vida apresenta-nos desafios. Quantos de nós diante de um problema ficamos a culpar a "manutenção"? Quando se está em pleno voo de quem é o problema?

Muitas vezes demitimo-nos da responsabilidade de pilotar o nosso avião por escolhermos ficar a culpar os outros, a falta de sorte ou as circunstâncias da vida.


A vida não oferece promessas nem garantias, apenas possibilidades e oportunidades, e os resultados que daí advêm são produto das escolhas e decisões que fazemos a cada momento. Diariamente, inúmeras decisões são tomadas, mais ou menos conscientes, onde se incluem as que não tomamos, pois escolher não decidir é em si uma decisão.


DECIDIR significa “cortar fora”, eliminar possibilidades, criar “cisão”, ou seja, exige foco naquilo que queremos para que não haja hesitação na escolha e muito menos que nos percamos com possibilidades que não levam o "nosso avião" ao destino.


“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.” – Cora Carolina

Para decidir é necessário abrir mão de algo, orientar-se para o que quer e ter a coragem de fazer a escolha.

E como saber se a escolha é certa? Não sabemos, é aqui o que voo se mostra na sua plenitude, escolhemos que decisão tomar, mas não escolhemos a sua consequência, agimos apenas com a certeza de que podemos fazer a vida acontecer ou deixar que a vida nos aconteça.


Fazer a vida acontecer é assumir a responsabilidade pela nossa condição, pelas nossas circunstâncias, por aquilo que sentimos e pelos estados emocionais que experimentamos. É sair do “lugar da vitima” onde não temos escolhas e a solução das dificuldades fica na mão de terceiros, para escolhermos superar as dificuldades e agir na direcção do que desejamos.

O que pode impedir alguém de alcançar o sucesso é a vitimização, aquele momento em que transferimos a responsabilidade pelo insucesso para outra pessoa – para a “equipa de manutenção”.

O nome disso é paralisia existencial, é quando isentamos de nós mesmos a responsabilidade da vida, a capacidade de fazer escolhas, tomar decisões, de procurar saídas.

O contrário disso é assumir a autoria da responsabilidade sobre o seu sucesso e a sua felicidade. Você é o responsável por pilotar este avião, e o único por fazer a sua vida dar certo!


~ escrito em colaboração por Joana Sobreiro e Weliton Magela


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