O "JOGO INTERNO"

O crescimento do coaching nas últimas décadas trouxe-nos novos conhecimentos que inauguram um conjunto de novas reflexões e contribuições sobre o que é preciso para sermos bem sucedidos perante os desafios e mudanças que vivemos hoje. E é aqui que os conceitos de “Jogo Externo” e “Jogo Interno” se tornam fundamentais.


O "Jogo Externo" de qualquer actividade tem que ver com os seus aspectos comportamentais e ambientais, na prática, aquilo que está fora de nós e que, em grande parte das vezes, não temos nenhum controlo.

Sendo este um conceito que veio do desporto, e que foi adaptado para os trabalhos de coaching como metodologia de desenvolvimento e crescimento pessoal, importa usarmos alguns dos seus conceitos originais.

No desporto, o “jogo externo” envolve os aspectos relacionados à prática e ao uso dos equipamentos (ténis, raquete, skis, bola, bastão, taco, luva, etc.), ao ambiente (meteorologia, condições do campo), à perícia do adversário ou ao desempenho do árbitro, entre tantos outros factores externos que poderíamos considerar.


“Sou o meu pior inimigo. Normalmente, sou eu que me derroto a mim mesmo.”
W. Timothy Gallwey

Importa referir, que a grande descoberta ou revelação, é que não é o “externo” que define os resultados do “jogo”. E a diferença que faz a diferença é o “jogo” que jogamos internamente.


O "Jogo Interno" tem que ver com a nossa abordagem mental e emocional ao que estamos a fazer. Ou seja, o que está a acontecer cá dentro. Isto inclui a nossa atitude interna, a fé em nós mesmos, a nossa habilidade de nos concentrarmos efectivamente, lidarmos com erros e pressão, e assim por diante. O conceito do "Jogo Interno" foi desenvolvido por Timothy Gallwey como uma forma de ajudar as pessoas a alcançarem a excelência em vários desportos, música, negócios e na vida.


O sucesso em qualquer área de actuação envolve usar a sua mente em conjunto com o seu corpo. Preparar-se mental e emocionalmente para um bom desempenho é a essência de seu "Jogo Interno".


“Quando plantamos uma semente de rosa na terra, percebemos que ela é pequena, mas não a criticamos como ‘sem raiz e sem caule’. Tratamo-la como uma semente, dando-lhe a água e a nutrição necessárias. Quando a semente brota da terra, não a condenamos como imatura e subdesenvolvida; nem criticamos os seus botões por não estarem abertos quando aparecem. Ficamos maravilhados com o processo que está a ocorrer e damos à planta o cuidado que ela precisa em cada estágio do seu desenvolvimento. A rosa é uma rosa desde o momento em que é uma semente até ao momento em que morre. Dentro dela, em todos os momentos, está todo o seu potencial. Parece estar constantemente em processo de mudança, no entanto, em cada estado, em cada momento, está perfeitamente bem como está.” W. Timothy Gallwey


~ por Joana Sobreiro


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