• joanasobreiro

VER PARA ALÉM DO QUE JÁ FOI VISTO

Um grupo de seres humanos habitam o interior de uma caverna. Foi lá que cresceram, acorrentados, de costas voltadas para a entrada, sem poderem mover-se, olhando somente a parede no fundo, não se vendo uns aos outros nem a si próprios. A caverna ilumina-se pelas chamas de uma fogueira sempre acesa, e nas paredes criam-se projecções das pessoas que passam lá fora, os sons que elas fazem ecoam em todo o espaço.

Para os prisioneiros não é possível ver o que passa lá fora, apenas sombras e sons, e essa é a sua realidade, esse é o seu mundo.


Um dia, um desses prisioneiros libertou-se e saiu da caverna, nos primeiros momentos ficou cego, pois os seus olhos não estavam preparados para tanta luz, mas aos poucos o mundo lá fora foi mostrando as suas formas, novas cores, outros sons, movimentos, rostos e natureza...

Esta é parte da história narrada por Platão numa das suas mais importantes obras, A República, onde descreve a Alegoria da Caverna.


o que mais há, para além daquilo que hoje eu posso ver


Queremos trazer esta reflexão para os nossos dias de hoje – crescemos a ver sombras e aprendemos a dar-lhes um nome, sem nos vermos uns aos outros e sem sermos vistos, assim formamos o nosso mundo, e essa é a nossa realidade até ao dia em que ousamos sair e procurar o que mais há, para além daquilo que hoje eu posso ver.

Nascemos e crescemos a construir um mundo ilusoriamente parcial, cheio de crenças, ideias e preconceitos que resultam da informação que nos foi passada pela nossa cultura, a nossa família, os nossos contextos e as circunstâncias da vida, e aprendemos a agir dentro desse modelo que temos do mundo. Tomar consciência que é com base nestes conceitos que julgamos os acontecimentos, fazemos escolhas, agimos e nos relacionamos, vai permitir desenvolver em nós a capacidade crítica necessária de questionar o que está a limitar-nos, para nos libertarmos de influencias culturais e sociais e sairmos da caverna.


aquele que desafia aquilo

em que acredita é presenteado com a plenitude da vida


Na programação neurolinguística chamamos a isso, ampliar o nosso mapa do mundo, quanto maior e mais flexível for o seu mapa, mais ampla, rica e profunda é a sua experiência do mundo. A sua visão do mundo é uma parte do mundo, e podemos ampliá-la se assim quisermos fazê-lo. Quanto mais vemos, mais reconhecemos que temos mais para ver. Querer manter o mapa que temos, é querer perpetuar os mesmos circuitos já conhecidos, percorrer os caminhos já percorridos, ver as paisagens já vistas...


Olhe para si, questione-se, pergunte a si mesmo onde estão as suas limitações que o impedem de ver mais, e tenha a ousadia de querer mudar.

A vida é um presente, e quando nos dispomos a cada dia ver um pouco mais além, flexibilizando a nossa relação com o mundo, podemos observar um universo de novidades para explorar, de oportunidades para agarrar e experiências para vivenciar. Uma vez que já viu que há muito mais do que o que conhecia dentro da caverna, já não pode “desver” – aquele que desafia aquilo em que acredita é presenteado com a plenitude da vida.


~ escrito em colaboração por Joana Sobreiro e Weliton Magela


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