AS LEIS DO AMOR

Bert Hellinger, teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão, é o conhecido criador da metodologia psicoterapêutica sistémica, com influências variadas no estudo da primal-therapy, terapia familiar, hipnoterapia e análise transaccional, trabalhou durante vários anos numa ordem de missionários católicos com os Zulus da África do Sul – aqui teve contacto com uma forma de relacionamento que promove o diálogo, a fenomenologia e valoriza a experiência do indivíduo. O resultado destes conhecimentos e experiências de vida, produziu um valioso contributo para o seu trabalho posterior.


"Para que o amor possa fluir, é necessário que haja alguma outra coisa. É preciso que exista o conhecimento e o reconhecimento de uma ordem oculta do amor.” - Bert Hellinger

A abordagem sistémica é por isso, fruto da convergência de áreas do conhecimento como a psicanálise, a psicoterapia, a orientação fenomenológica e o reconhecimento da necessidade humana de se alinhar com as forças e leis da natureza.

Este campo foi ainda enriquecido pelo trabalho desenvolvido por Virgínia Satir, na terapia familiar e o seu trabalho com esculturas humanas, onde se verifica que uma pessoa estranha, chamada a representar o elemento de uma família, consegue sentir exactamente o mesmo que a pessoa representada, fenómeno este, também já identificado por Levy Moreno no seu trabalho no psicodrama. Encontramos ainda, influencias da técnica descrita por Eric Berne e Fanita English, a análise de histórias, onde se reconhece que muitos dos problemas descritos pelos clientes estão ligados à história dos antepassados familiares. Rupert Sheldrake e a sua teoria dos campos de ressonância mórfica, juntamente com conceitos herdados da física quântica, como o da não-localidade, são também contributos relevantes para este trabalho.


Hellinger, numa compreensão integral e profunda da realidade e consciência humanas e, através do estudo da natureza do vínculo entre os indivíduos, tornou “visíveis” aquilo a que denominou leis sistémicas, ou seja, um conjunto de forças ocultas que actuam dentro de um sistema. Ao reconhecer estas forças ou ordens pré-existentes, inaugurou o conceito de Ordens do Amor.


As Ordens do Amor

reconhecem dentro de um sistema 3 princípios ou leis fundamentais:

1. Lei da Pertença ou Ligação – cada elemento tem o mesmo direito a pertencer, cada um tem o seu lugar;

2. Lei do Equilíbrio ou Balanço – cada elemento tem direito a reconhecer e ser reconhecido, e ter o balanço equilibrado entre o dar e o receber;

3. Lei da Hierarquia ou Ordem – no sistema há uma ordem de sucessão, a tomada do lugar de outro elemento dentro do sistema, cria desequilíbrio na sua ordem.


Quando uma destas leis, independentemente da razão, são desafiadas, desenvolvem-se um determinado tipo de dinâmicas/”emaranhados”. O sistema tem consciência da sua história e funciona como um organismo vivo que se auto-regula, desta forma, estas dinâmicas têm como direcção restabelecer o equilíbrio e assegurar a continuidade do sistema.


Este trabalho é hoje apresentado como “movimento da alma” ou mais conhecido como “constelação familiar”, onde se procura restabelecer os laços de amor que unem todos os elementos do sistema. Quando todos os elementos são reconhecidos, honrados e respeitados nos seus devidos lugares, a energia do amor pode fluir livremente, e cada um dos seus elementos está livre para viver a sua vida.

Hoje o trabalho das constelações ultrapassou o campo familiar, e actualmente encontramos o trabalho de “constelações sistémicas”, onde o restabelecimentos destas leis é levado, a empresas, grupos sociais ou ao próprio indivíduo.


Bem vindo ao campo das leis do Amor!


~ por Joana Sobreiro


#systemicwork #theinnergameoflife

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